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Segurança e atenção para evitar intoxicação

Controle Consciente
26.10.2018

Apesar de sua reconhecida importância para redução de prejuízos econômicos e para a manutenção da saúde, o controle químico de pragas urbanas ainda é visto com certo receio por parte da população. Estigmatizadas pelo modo como eram utilizados décadas atrás, assim como pelo uso de produtos clandestinos e ilegais, com toxicidade muito elevada, soluções – por mais modernas e seguras que sejam – acabam sofrendo com o preconceito gerado pela falta de informações corretas sobre o seu uso e aplicação.

“Atualmente, apesar de contarem com princípios ativos de ação específica para cada praga e menor toxicidade aguda e crônica, os produtos continuam sendo denominados propositalmente por algumas pessoas como ‘agrotóxicos de uso doméstico’ ou simplesmente ‘venenos’. Isso se dá pela falta de informação adequada sobre esta categoria de produtos”, avalia o médico toxicologista Sérgio Graff.

Quando falamos de segurança no âmbito do controle de pragas, uma parte importante deste compromisso recai sobre os profissionais responsáveis por sua execução. Com um contato que se inicia já no processo de diluição dos produtos, as precauções adotadas pelo aplicador devem ser observadas a todo momento.

ATENÇÃO É UMA FERRAMENTA INDISPENSÁVEL

“Infelizmente, alguns profissionais entendem que só a aplicação é perigosa e que, por isso, só ele este momento requer o uso de equipamentos de proteção individual (EPI). O que eles ignoram é que, na verdade, o momento da diluição é talvez o mais perigoso, uma vez que ele está manipulando um produto concentrado”, explica o médico.

Outro erro comum, de acordo com Dr. Sérgio, é imaginar que os produtos só intoxicam pelas vias respiratórias, fazendo com que, apesar da utilização de máscara, o profissional esqueça a proteção da pele que é a maior via de exposição e, portanto, de reações adversas a estes produtos.

“Por isso os treinamentos e capacitações, fundamentais para todas as empresas de controle de pragas, devem envolver mais do que a aplicação do produto. Todas as etapas devem ser observadas e orientadas, incluindo a diluição, carregamento do tanque de aplicação e pós aplicação”, reforça.

O toxicologista explica ainda que a exposição repetida, diária, sem a proteção adequada, pode causar problemas que vão de dermatites (irritação da pele) a quadros mais sérios, de acordo com o tipo de produto utilizado. Já a exposição ou contato do consumidor dependerá da quantidade aplicada, da forma de aplicação, da diluição e do local onde o produto foi aplicado. Ele afirma que moradores ou clientes acabam apresentando sintomas quando retornam ao ambiente muito precocemente ou quando ele foi aplicado em locais inadequados tais como sofás, poltronas, colchões, roupas nos armários, por exemplo. A exposição de animais domésticos também pode ocorrer da mesma forma, quando, por exemplo, o produto é aplicado de modo generalizado nos locais onde haverá contato direto.

PREVENÇÃO VALE TANTO QUANTO O REMÉDIO

Hoje, de acordo com Dr. Sérgio, há empresas de controle de pragas que ainda não buscam informações para a prevenção de casos de intoxicação.

“É algo extremamente raro. As empresas e profissionais acabam buscando os nossos serviços apenas quando o acidente ou efeito já ocorreu. Precisamos mudar este panorama e, nesse sentido, ações como as do Controle Consciente da Syngenta são de grande ajuda”, aponta.

Pensado para a promoção e a disseminação de boas práticas relacionadas à aplicação de produtos e de controle de pragas, o Programa de Controle Consciente da Syngenta busca transformar os aplicadores em embaixadores destas práticas adequadas, promovendo, assim, mais saúde e efetividade no controle de pragas urbanas.

“Toda forma de disseminação de conhecimento e prevenção de doenças é extremamente bem-vinda e deve ser valorizada. A intoxicação é uma doença que poderia ser totalmente prevenida. Obviamente, as características toxicológicas inerentes ao produto são responsáveis pelos casos, mas, sem dúvida, o desconhecimento sobre estes perigos, associados à não utilização de equipamentos adequados e à aplicação em locais inapropriados contribui para os casos de intoxicação”, afirma.

Dr. Sérgio lembra também que, em casos de acidentes, é importante procurar o atendimento médico mais próximo, levando as informações sobre o produto utilizado e informações sobre como ocorreu a exposição. “Antes de mais nada, é fundamental ligar para o serviço de emergência da empresa fabricante e buscar orientação sobre as primeiras medidas a serem tomadas. Além de indispensáveis, estas informações serão úteis na prevenção de novos casos”, conclui.

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A Syngenta possui uma Central de Atendimento para auxiliar você em eventuais casos de intoxicação. Basta ligar para 0800 704 4304 e selecionar a opção 2.