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A melhor ferramenta para o controle integrado de pragas: o conhecimento

Controle Consciente
13.06.2018

Atualmente, é impossível conceber a ideia de um controle de pragas efetivo sem se falar em manejo integrado. Uma abordagem moderna dessa questão precisa abranger informações que vão muito além da aplicação de produtos.

Do ponto de vista biológico, é importante ao profissional compreender, em primeiro lugar, que o controle de pragas é o exercício de lidar com um organismo vivo em busca de sobrevivência. Em segundo lugar, deve-se compreender diversos aspectos biológicos das espécies-alvo, como comportamento da praga (por onde circulam e quando se recolhem), os tamanhos dos grupos, suas formas de defesa, entre muitos outros itens.

 

“O controlador que não está atento a todos esses fatores de maneira conjunta pode ter dificuldades em atender satisfatoriamente seus clientes, já que uma aplicação de produto não fará sentido se o contexto não for compreendido em sua totalidade. Assim, os produtos químicos constituem apenas uma das muitas ferramentas de controle. A maior delas continua sendo o conhecimento”, diz Eder Rede, biólogo especializado em biodeterioração.

 

 

 

AS TRÊS PERGUNTAS CHAVE QUE PRECISAM SER RESPONDIDAS: 

  • Que tipo de pragas são essas?

Um profissional treinado e atento deve saber identificar o organismo presente ou que tem potencial para infestar o local. Vamos usar o exemplo das baratas. As espécies mais comuns encontradas no Brasil são a Blattella germanica e a Periplaneta americana. Seus ciclos de vida são distintos e precisam ser estudados para um bom controle. “A primeira pode se tornar adulta em um período seis vezes menor que a segunda, em média. Há uma grande diferença. Ao se usar a metodologia de controle para apenas uma, pode-se até aumentar a população da outra”, afirma Eder.

 

  • Qual é a melhor forma de controlar as pragas no local?

Entram em cena diversos fatores, como a circulação de pessoas e animais no local, em caso de edifícios e residências; exposição de alimentos, máquinas e superfícies de preparo de comida, no caso de restaurantes e fábricas; e a delicadeza dos materiais dispostos, como, por exemplo, em museus. Definida a melhor estratégia e os melhores produtos de acordo com o cenário, e erradicada a infestação ou feito o trabalho preventivo, deve-se pensar em sistematização. “Caso se constate que apenas uma aplicação não resolverá o problema, aqui também entra o conhecimento sobre o ciclo de vida das pragas: quando se reproduzem, quando e onde os ovos são postos, em quanto tempo nascem, qual é a estimativa de vida. A próxima aplicação deve levar tudo isso em conta”, explica Rede.

 

  • Que medidas devo adotar para que as pragas não voltem?​ 

Com atitudes muitas vezes simples, como manter uma porta ou janela fechada, um efetivo controle é complementado. Sugerir melhorias ao ambiente, como cuidados de higiene e manutenção, também são de responsabilidade do controlador de pragas urbanas. Com sua avaliação, é possível orientar o cliente quanto a fatores que ele pode alterar para contribuir com a qualidade do serviço.

 

“Ainda que se faça uma aplicação para controlar uma grande infestação em um local, se o timing não corresponder aos ciclos observados, por meio de monitoramento sistemático do espaço, pode haver uma nova infestação, muito mais potente, em pouco tempo. Evitar esse tipo de situação é algo que vem a partir do conhecimento que a empresa controladora oferece juntamente com o serviço”, conclui Eder Rede.