Por que as pragas voltam? Os 5 maiores erros no controle
O controle de pragas é um desafio complexo, que exige estratégias bem planejadas e ações contínuas. Pragas têm uma capacidade impressionante de se reproduzir e se adaptar, transformando pequenos descuidos em infestações graves em poucas semanas.
Neste texto, veja os 5 principais erros no controle de pragas e como promover um controle eficaz e duradouro, através da união da tecnologia, monitoramento constante e mudança de hábitos. Leia mais a seguir!
O controle de pragas exige cuidado e atenção
O controle de pragas não se resume a aplicar produtos ou instalar armadilhas: é uma tarefa que demanda planejamento, vigilância constante e adaptação às particularidades de cada ambiente. Pragas são especialistas em explorar falhas humanas, desde um pote de água esquecido no quintal até um saco de lixo mal fechado.
Conheça, a seguir, os 5 principais erros no controle de pragas:
1. Falta de monitoramento contínuo
Um dos primeiros erros, quando o assunto é o controle de pragas, é a falta de monitoramento antes, durante e depois de aplicadas as medidas de controle. De forma geral, as pragas apresentam uma alta taxa de reprodução e pequenos focos podem dar origem a novas infestações em um curto intervalo de tempo.
Esse é o caso de roedores e insetos. Um casal de camundongos, por exemplo, pode gerar mais de 5 mil crias no intervalo de um ano. O mesmo vale para baratas, em que uma única fêmea pode fazer a postura de mais de 300 ovos ao longo da vida. Em um ano, isso equivale a uma população de mais de 300 mil baratas, considerando também a reprodução dos seus descendentes.
Após o nascimento, as baratas de cozinha levam em torno de 100 dias para atingir a fase adulta.
Outro problema associado à falta de monitoramento contínuo são os custos envolvidos e os danos causados pelas pragas. Infestações, quando identificadas precocemente, são mais fáceis de serem controladas e causam menos problemas, quando comparadas àquelas identificadas tardiamente. Quando as infestações são graves, além dos custos de controle serem mais elevados, os prejuízos causados também são mais severos.
Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ), 10 ratos podem consumir 70kg de comida em seis meses, além de produzirem mais de 25 litros de urina e 125 mil cíbalas, que são as fezes pequenas, escuras e cilíndricas dos ratos. Tudo isso abre espaço para contaminação do ambiente e dos alimentos, o que é um problema grave, já que mais de 35 doenças são transmitidas ao homem e aos animais domésticos pelos ratos, incluindo:
- a leptospirose;
- a hantavirose;
- a salmonelose;
- a febre da mordida do rato;
2. Identificação incorreta das pragas
Na hora do monitoramento, outro erro comum que pode ocorrer é a identificação incorreta das pragas. Inicialmente, apesar dessa tarefa parecer algo simples, existe um grande número de espécies de pragas e cada uma delas apresenta características e hábitos únicos que precisam ser levados em consideração na hora do controle.
Esse é o caso das formigas. No Brasil, são relatadas mais de 1500 espécies e pelo menos 111 gêneros de formiga, entre as quais, cerca de 30 espécies são consideradas pragas urbanas.
3. Descoordenação entre controle de áreas vizinhas
O manejo isolado é outro erro comum quando o assunto é o controle de pragas. Quando o problema é tratado de forma isolada, sem comunicação ou planejamento conjunto, cria-se um cenário propício para a reinfestação. Pragas não reconhecem limites geográficos e se movem livremente entre as regiões.
Em condições favoráveis, uma mosca pode voar por até 15 km em busca de comida. Ou seja, fontes de lixo e sujeira nas proximidades podem facilmente levar ao aparecimento desse inseto na sua casa, mesmo que ela esteja limpa.
Esse problema também é recorrente no caso dos mosquitos, que se proliferam rapidamente quando encontram locais com água parada. No século XX, o Brasil levou 40 anos para erradicar o Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue, chikungunya e Zika.
Pneus, vasos de plantas e recipientes sem tampa são reservatórios de água perfeitos para os mosquitos se proliferarem.
Porém, essa erradicação teve um efeito temporário: a espécie não apenas retornou, como se espalhou de forma alarmante pelo país, em razão da falta de manutenção de políticas públicas eficazes, somada à dificuldade em coordenar ações preventivas em escala nacional.
4. Foco apenas no controle, não na prevenção
A ênfase excessiva em medidas de controle das pragas, em detrimento de ações preventivas, é outro erro que perpetua ciclos de infestação. Ao negligenciar a prevenção, problemas, como o acúmulo de água em vasos de plantas e lixeiras mal vedadas, são ignorados no dia a dia, criando ambientes ideais para novos casos de infestações e surtos.
Além disso, o uso recorrente de métodos de controle químicos sem a devida rotação de princípios ativos pode levar à seleção de espécies de pragas resistentes, como mosquitos resistentes a inseticidas ou roedores adaptados a raticidas, tornando as pragas ainda mais difíceis de controlar no longo prazo.
5. Falta de integração de soluções
A ausência de integração entre diferentes estratégias preventivas, corretivas e de eliminação é, por fim, um dos maiores erros no controle de pragas.
O uso de inseticidas, por exemplo, pode ser insuficiente se não for combinado com medidas para eliminação de focos de água parada. Da mesma forma, não vedar bem as lixeiras, pode levar a reinfestações de pragas, como baratas e moscas.
Por isso o controle de pragas deve ser sempre feito de maneira integrada, combinando medidas preventivas e soluções eficazes, como os produtos da Syngenta Soluções Urbanas.
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