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Efeito Exponencial: Controle Secundário e Terciário de Blattella germanica

Produtos & Tecnologias
11.03.2019

Para que a abordagem de controle de pragas seja consciente é muito importante entender a biologia e o comportamento da praga, conciliando-os com as melhores escolhas quanto ao tipo de solução e aplicação ofertadas. Um protocolo eficiente para controle de baratas da espécie Blattella germanica deve levar em consideração aspectos biológicos diversos, que vão desde a mobilidade de ninfas, fêmeas e machos pelo ambiente infestado até o comportamento de alimentação, que veremos a seguir.

Em uma infestação de Blattella germanica, a mobilidade entre machos, fêmeas e ninfas pelo ambiente é diferente. Os machos adultos são os indivíduos que mais se movimentam, seguidos pelas fêmeas adultas. As ninfas são os indivíduos que se movimentam menos pelo ambiente e isso deve ser levado em consideração no planejamento do tratamento. Pulverizações convencionais não alcançarão essa porção da população por completo, o que explica o por quê do controle de ninfas ser mais complexo e desafiador em uma desinsetização.

É importante entender também que a alimentação das baratas não é restrita apenas a restos de alimentos disponíveis no ambiente. A coprofagia (ingestão de fezes), emetofagia (ingestão de material regurgitado) e necrofagia (ingestão de outras baratas mortas) são fenômenos observáveis nesta espécie e podem auxiliar o controlador de pragas a ser mais efetivo contra os indivíduos que estão mais escondidos.

A isca em gel tem no seu cerne o objetivo de fazer o controle não apenas de um indivíduo, mas chegar aqueles que estão no esconderijo e possuem baixa mobilidade, como as ninfas. Nos anos 80, época em que se fizeram os primeiros estudos com esse tipo de formulação, pesquisadores notaram que baratas, mesmo após consumir a dose letal, tinham inicialmente um comportamento relativamente normal, retornando para o seu esconderijo. Também foi observado que as ninfas comiam os excrementos expelidos por estas baratas, o que poderia resultar em seu controle, dependendo do produto utilizado.

Essa transferência de produto para outros indivíduos, conhecida como “transferência horizontal”, resulta em “mortalidade secundária” ou até mesmo “mortalidade terciária” de pragas, como observado na formulação de Advion Barata Gel, da Syngenta. O produto, em testes realizados na Universidade de Purdue - EUA, apresentou efeitos de transferência secundário e terciário robustos, com controle de 54 indivíduos de Blattella germanica a partir de apenas 1 contaminado com a isca. Este alto efeito exponencial de controle obtido com a utilização de Advion é fundamental para o sucesso no controle de baratas, incluindo as que ficam mais escondidas no ambiente.

Em um mercado onde a pressão por segurança tem crescido muito, principalmente em ambientes internos e com manipulação de alimentos, empresas que buscam ser cada vez mais assertivas e eficientes em seus serviços sem dúvida precisam ter um protocolo que leva em consideração a aplicação de gel no controle de baratas de cozinha.